Projeto quer combater analfabetismo
Agência Folha
Duas iniciativas pretendem estimular a alfabetização de jovens e adultos. Uma delas, será lançada nesta semana e é promovida pelo programa Alfabetização Solidária, que vai lançar, na quinta-feira, uma campanha de adoção de analfabetos. O objetivo é captar recursos a ser empregados nos cursos ministrados a partir do próximo ano.
A outra, é o projeto Proalfa (Projeto de Alfabetização), que pretende erradicar o analfabetismo na cidade de São Caetano do Sul (Grande São Paulo) em dois anos. Trata-se de um convênio, com duração de um ano e renovável, prevê a criação de até 30 núcleos de alfabetização. Queremos envolver as pessoas no programa e captar recursos para ampliar o atendimento, diz Regina Esteves, coordenadora-executiva nacional do programa Afabetização Solidária.
A idéia é que as pessoas adotem um analfabeto por um prazo de seis meses - tempo de duração de um módulo do programa. Quem resolver adotar um analfabeto vai pagar R$ 17 por mês, debitados no cartão de crédito. O valor corresponde a metade do custo mensal total de um aluno. A diferença será bancada pelo MEC (Ministério da Educação). As adoções vão poder começar a ser feitas a partir de quinta-feira, dia 8. Outra opção, para quem não quiser aderir ao programa por seis meses, é fazer uma doação de qualquer valor, que também poderá ser debitada no cartão de crédito.
Atualmente, os custos do programa são divididos entre empresas ou governos estaduais. Existem, no Brasil, 22 milhões de usuários de cartões de crédito. Acreditamos que vamos conseguir sensibilizar uma boa parcela deles, diz ela.
Até o final de 98, o Alfabetização Solidária formou 275 mil jovens e adultos e pretende chegar a 500 mil formados até o final deste ano. Neste mês, o programa está sendo expandido para o Rio e São Paulo, atendendo a cerca de 10 mil pessoas em cada cidade.
Trata-se de um iniciativa para levar o Alfabetização Solidária para as capitais brasileiras, já que, atualmente, ele está presente sobretudo em pequenas cidades do Nordeste e Norte. Usamos um método que permite que o aluno aprenda a ler e a escrever rapidamente. Usamos textos de diversos tipos e que tenham a ver com o dia-a-dia do aluno, diz Maria Elizabeth Venturelli, professora da Universidade São Marcos e coordenadora pedagógica de um dos núcleos de São Paulo, na favela de Heliópolis. Informações: 0800-700017.





