Projeto prevê multa para quem esconde cão doente em Araçatuba
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domingo, 04 de julho de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Araçatuba, SP, 05 (AE) - A proteção dos donos aos cães contaminados com leishmaniose, em Araçatuba, a 545 quilômetros de São Paulo, é o maior problema para combater a doença, que já infectou três pessoas e provocou uma morte. O donos escondem os animais para evitar que sejam sacrificados. Para tentar mudar a situação o vereador Hélio Corrêa (PFL) apresentou projeto de lei que dá poderes à prefeitura para punir quem não apresenta seu animal de estimação para ser avaliado ou sacrificado.
Quem não permitir será multado em até R$ 600,00. O vereador admite que a lei "é só para chamar a atenção". Para Corrêa, a população precisa entender a importância do combate à leishmaniose.
O secretário municipal de Saúde, Rubens de Araújo, disse que a prioridade da campanha nos próximos meses será informar a população sobre os perigos da leishmaniose visceral, que está sendo transmitida dos cães para o homem pelo mosquito "Lutzomyia longipalpis".
De acordo com Araújo, uma forma de combater a doença é fazer o inventário dos cães contaminados, trabalho iniciado há um ano, com exames sorológicos. Até agora 13 mil dos 45 mil cachorros do município tiveram sangue coletado pelas equipes da vigilância sanitária, com índices de contaminação acima dos 70% entre os suspeitos. Pouco mais de mil animais foram sacrificados até agora. Número considerado pequeno para especialistas como a professora Maria Cecília Luvizoto da Faculdade de Veterinária da UNESP de Araçatuba. Segundo a professora "as autoridades estão demorando para levar o assunto à sério".
Criticada pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo Ministério Público, a prefeitura decidiu passar de 15 para 30 o número de funcionários na coleta de material para análise. A prefeitura prepara um segundo veículo para captura de cães na cidade.
Mosquito - Outra forma de combate é controlar os focos de mosquito transmissor. O inseto, que prolifera em matéria orgânica em decomposição, vem encontrando ambiente propício nos lixões amontoados pela prefeitura na zona leste da cidade ou em terrenos vagos do perímetro urbano. Fezes de animais domésticos nos quintais ou nas ruas e frutas podres nos pomares são apontados pela Sucen, como criadouros.


