Apucarana – Iniciativas para conservação da água não ficam restritas às esferas governamentais. Ações promovidas por organizações não governamentais, por exemplo, têm produzido bons resultados. Um projeto já implantado em Apucarana (Centro-Norte), e que está para começar em municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), prevê a conservação da biodiversidade de áreas naturais e, ao mesmo tempo, incrementação da renda de produtores rurais que colaboram com a preservação por meio de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
É isso que prevê o projeto Oásis, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A entidade fornece gratuitamente referencial técnico, disponibilizando o passo a passo sobre como os executores (prefeituras, comitês, consórcios, empresas e ONGs) podem buscar fontes financiadoras para viabilizar a ideia e para o pagamento aos proprietários de terras. Por meio de um software, a fundação indica como estruturar um plano de implantação de processos de conservação, definir o cálculo de valoração ambiental, como selecionar os proprietários, monitorar e avaliar os resultados, além de indicar opções de fonte de recursos.
Em Apucarana, o Oásis abrange as bacias dos rios Pirapó, Tibagi e Ivaí. Na região da capital, a bacia do Alto Iguaçu deverá ser contemplada. "Em resumo, fornecemos orientação técnica gratuitamente para que o projeto possa ser implantado. No processo é necessário uma instituição executora, uma entidade pagadora, as propriedades cadastradas e o apoio técnico, que a fundação fornece", explica André Ferretti, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
Segundo números da entidade, entre 2006 e 2012, 223 proprietários foram beneficiados pelo projeto e 724 nascentes foram protegidas, em um total de 2.213 hectares de terras. "É necessário que o poder público aja com antecedência. Tem que prever a demanda futura por água que as cidades podem vir a ter. Dessa forma é possível desenvolver ações de preservação em mananciais e rios desde já. Tem que ser um assunto que está sempre em pauta, até porque os gastos para recuperar o que já está degradado são muito altos", completou Ferretti.(R.C.J.)

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