Brasília - Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ainda que o governo pretende ter 430 unidades de acolhimento para internação de usuários de drogas. Outras 188 unidades serão específicas para o atendimento de crianças e adolescentes dependentes.
Padilha, no entanto, não detalhou como será feito o acolhimento e internação dessas pessoas, alvo de polêmica no Rio de Janeiro, onde desde 30 de maio o governo local realiza internação compulsória de crianças e adolescentes.
O ministro também não apresentou o mapa encomendado pelo governo que identificou a presença de cracolândias em todo o País. O plano prevê ainda o financiamento público de atividades de comunidades terapêuticas.
Versão preliminar do plano previa investimentos de R$ 300 milhões do governo federal, nos próximos quatro anos, em projetos culturais, de habilidades sociais e esportivas desenvolvidas por comunidades terapêuticas.
No mês passado, relatório do Conselho Federal de Psicologia apontou violações a direitos humanos em 68 dessas entidades visitadas aleatoriamente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estima a presença de 3 mil comunidades terapêuticas no País, abrigando cerca de 60 mil dependentes.
Na área de segurança, o objetivo do plano é a integração das áreas de inteligência da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, além do aumento no policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas. Também serão intensificadas as ações de combate ao tráfico nas regiões de fronteira. Para isso, o governo pretende contratar mais 2 mil policiais para a PF e PRF.
Outra medida é a exigência de padronização, por parte dos Estados, nas estatísticas criminais enviadas ao governo federal. Já para o eixo ''prevenção'' foram pensadas ações em escolas, bairros e campanhas de comunicação.
Somente no Programa de Prevenção do Uso de Drogas na Escola, a proposta é capacitar 210 mil professores e 3,3 mil policiais para a prevenção do uso de drogas em 42 mil escolas públicas.
Outra medida é facilitar o acesso ao serviço VivaVoz, de orientação sobre drogas pelo telefone. O número passará do atual 0800-510-0015 para um de três dígitos, o 132. (Folhapress)

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