Projeto possibilita redução de horas/aula
Londrina - Um dos pontos do movimento que mais chamam a atenção seria a economia de mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos. Segundo Ernani Pimentel, professores da Fundação Educacional do Distrito Federal avaliaram que, mediante a simplificação de algumas regras, a ortografia pode ser ensinada mais eficazmente com apenas 150 horas/aula, em vez das 400 horas/aula atuais, resultando em tal economia.
"Com base em números do MEC (Ministério da Educação), a quantidade de turmas do ensino fundamental e médio do Brasil, multiplicada pelas 250 horas/aula de redução, e por uma remuneração abaixo da média do que é pago aos professores, gera um resultado superior a R$ 2 bilhões por ano. Desde que se começou a ensinar pelas novas regras, em 2009, até hoje, decorreram cinco anos e meio, portanto já se gastaram cerca de R$ 11 bilhões, para sequer um cidadão ter aprendido tais regras", declara o professor.
Por outro lado, Evanildo Bechara considera que os chamados ajustes são mudanças efetivas nas bases em que está a ortografia e trata-se, portanto, de uma grande reforma. "É uma mudança na grafia das palavras e isso não é tão simples assim, apesar de sua praticidade. Porém, nenhum sistema atende a todas as necessidades e no português não é diferente; não é possível representar na escrita as variáveis da língua falada. A ortografia fonética também é imperfeita em sua origem e representação", decreta o gramático, completando que a reforma nunca é para ser usufruída pela geração que a faz, mas para as próximas.(M.T.)





