Projeto leva interatividade da TV digital a famílias de baixa renda
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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Agência Brasil 
Imagine receber na tela da TV informações a respeito de direitos como acesso a serviços públicos ou sobre orientação financeira. Essas são algumas das aplicações de interatividade do sistema digital, que estão sendo desenvolvidas pelo Projeto Brasil 4D, apresentado nesta sexta-feira (30) em painel do 4º Fórum Internacional de Mídias Públicas.
O projeto, coordenado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), começou em dezembro do ano passado e selecionou 100 famílias beneficiárias do Programa Brasil Sem Miséria em João Pessoa. Elas testaram aplicativos desenvolvidos para interatividade com a televisão digital, usando softwares livres.
"Foi um trabalho de formiguinha, montamos um projeto inédito e, para tal, tivemos que descobrir toda uma linguagem interativa que fosse acessível para a população", disse o coordenador-geral do projeto e superintendente de suporte da EBC, André Barbosa.
Na tela da TV, os moradores tiveram acesso às ofertas de empregos da sua cidade, cursos de capacitação e orientações para obtenção de documentos, além de informações sobre serviços e benefícios do governo federal, como aposentadoria, campanhas de saúde e programas Bolsa Família e Brasil Carinhoso, entre outros.
Segundo a professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Cosette Espindola de Castro, os testes mostraram que, após a ambientação com o sistema, as pessoas passaram a otimizar recursos com as informações disponíveis sobre os serviços. "Um exemplo foi o caso da oferta de emprego. Com a interatividade, as pessoas recebiam informações atualizadas semanalmente e não saiam de casa desnecessariamente para buscar emprego, e não teriam que gastar dinheiro com transporte e comida" disse.
De acordo com o levantamento, 64% das famílias disseram que o uso da interatividade reduziu despesas para conseguir uma informação a respeito de oferta de emprego ou obtenção de documentos. "Trabalhamos com famílias de baixa renda de bairros periféricos e que apenas 6% delas tinham acesso à internet. Ou seja, elas também passaram a ser incluídas social e digitalmente", disse Cosette.
Transmitido pelo Portal EBC, o 4º Fórum Internacional de Mídias Públicas termina nesta tarde e oferece uma programação de debates que abordam os modelos de financiamento da televisão pública e a participação cidadã na gestão da mídia pública, entre outros assuntos.


