Cerca de 150 crianças com idade entre cinco e 17 anos do Distrito de Paiquerê (35 km ao sul de Londrina) participaram ontem de atividades com bambolês, bolas e jornais, além de iniciação em atividades como capoeira e taekwondo. Realizadas no campo de futebol da comunidade, as atividades fazem parte dos projetos Futuro, Avaliação Física e Recreação e Lazer, promovido pela Fundação de Esportes de Londrina. O projeto, em funcionamento desde abril, leva às comunidades de bairros, patrimônios e distritos atividades lúdicas e esportivas para crianças e adolescentes.
Os exercícios e as avaliações físicas são ministradas à comunidade por alunos de Educação Física e Ciências do Esporte da UEL e da Universidade Norte do
Paraná (Unopar), em um convênio que funciona como projeto de extensão para os alunos. ''Temos como objetivo apresentar, principalmente às crianças de zonas rurais, atividades de caráter lúdico'', explica o assessor de eventos da fundação, Oscar Filla, dizendo ainda que o projeto ajuda na integração social das crianças e promove a iniciação esportiva.
A elevação da auto-estima e a ampliação dos interesses da comunidade quanto à atividades diferenciadas são outros objetivos buscados pela coordenadora do projeto, a professora de recreação da UEL, Eurídia Ramos Baretta. ''Todo mundo sabe que crianças adoram brincar. Com essas atividades, despertamos o seu potencial para o esporte.''
Segundo Filla, a participação das comunidades sempre é grande, mas poderia ser ainda maior não fossem as dificuldades enfrentadas pelas crianças das zonas rurais para chegar às cidades. ''Gosto muito de vir brincar'', conta Fábio Fernando Souza, de 11 anos, morador da Vila Rural de Paiquerê. Fábio precisou levantar da cama pelo menos uma hora mais cedo do que Lucas Antônio Fogaça Nunes, também de 11 anos, que mora na cidade. ''Cheguei aqui às 10 horas, e já brinquei de várias coisas'', diz, ofegante. A Fundação de Esportes mantém parceria com a Secretaria de Agricultura de Londrina para que as lideranças rurais dos patrimônios sejam avisadas dos eventos.
E enquanto as crianças dão trabalho para os instrutores, que correm o tempo inteiro tentando manter o controle das brincadeiras, os adultos atrapalham o bom andamento do projeto devido à sua timidez. Os alunos das univerdidades contam que precisam persuadir os pais e mães para a realização da avaliação física. A doméstica Geni Pereira, de 32 anos, foi um dos poucos adultos que se ofereceu espontaneamente para o teste. ''Estou esperando os resultados, mas já decidi que quero fazer musculação''. De acordo com os resultados, os instrutores orientam os adultos a praticarem atividades físicas que variam desde caminhadas até natação ou atletismo.
As próximas comunidades a receber o projeto da fundação são os patrimônios Regina e Espírito Santo, no próximo sábado, dia 6.

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