Projeto Jaíba tem perspectiva de novas investimentos7/Mar, 9:52 Por Raquel Massote Belo Horizonte, 07 (AE) - A Companhia de Desenvolvimento do São Francisco (Codevasf) espera licitar, ainda este ano, o restante dos lotes da gleba C-2 do Jaíba I, classificada como área empresarial. Nesse projeto já foram investidos cerca de US$ 350 milhões. Segundo informações divulgadas pela Codevasf, o edital para licitação de pouco mais de 1 mil hectares estava pronto para ser lançado mas foi suspendo em função de negociações envolvendo a própria companhia e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), detentor desta área que seria destinada para assentamento de pequenos colonos. A Codevasf entende que a gleba C-2, que possui lotes que variam de 20 a 50 hectares seriam melhor aproveitadas por empresários com maior capacidade para investimentos. Dessa forma estão sendo feitos estudos para que os colonos sejam assentados em outra área dentro da primeira fase do Projeto Jaíba, que tenha lotes de 5 hectares. A expectativa da Codevasf é alcançar um número de 2 mil colonos assentados até o final deste ano, ante o número atual de 1.284 colonos. O megaprojeto do Jaíba surgiu em 1974, com a idéia de implantar uma grande área irrigada na região norte do Estado, destinada principalmente à fruticultura, nos municípios de Jaíba e Matias Cardoso, em uma área de 100 mil hectares. No entanto, somente em 1986 foram iniciadas obras de infra-estrutura. Atualmente, segundo informações do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), somente a primeira etapa do projeto está totalmente consolidada e possui infra-estrutura concluída, incluindo uma estação de bombeamento de água com capacidade para distribuir 80 mil metros cúbicos por segundo, para a irrigação de 22 mil hectares. O BDMG acredita que até setembro deste ano estará concluída a infra-estrutura da segunda etapa do projeto, o chamado Jaíba II. A instituição financiou aos colonos, entre janeiro de 98 a dezembro de 99, R$ 12 milhões para uma área cultivada de 1,7 mil hectares. Essa região já produziu o equivalente a 43,2 mil toneladas de frutas, nesse período. A estimativa é de que o Jaíba tenha consumido até o momento o total de US$ 350 milhões em investimentos, com recursos do Banco Mundial (Bird) e de um fundo japonês. A Codevasf informou que já está sendo feito o projeto executivo do Jaíba III, a terceira etapa do projeto.