Londrina - Os motociclistas de Londrina têm motivos, ao mesmo tempo, para comemorar e se preocupar com a aprovação de um substituto do vereador Joel Garcia (PP), votado na sessão de quinta-feira da Câmara e que exclui as vagas para motos do sistema de estacionamento rotativo, a Zona Azul. O projeto aguarda sanção do Executivo para vigorar. O mesmo substitutivo também isenta, por duas horas, motoristas e proprietários de veículo com mais de 60 anos (comprovados com a habilitação ou com a carteira de identidade) de pagar pelo uso das vagas especiais.
A provável mudança da lei prevê que as vagas reservadas aos motociclistas fiquem isentas de cobrança, mas endurece a fiscalização para os que estacionarem na área demarcada para os carros. ''Não haverá mais necessidade do aviso de irregularidade para aplicar a sanção. A multa será lavrada automaticamente'', informou Wilson de Jesus, diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
As mudanças na lei podem criar novos espaços para uso dos motociclista na Área Central. A Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), permissionária que explora o serviço de estacionamento rotativo, diz que estuda a região para indicar novos bolsões de motocicleta em pontos estratégicos. ''Conhecemos estes bolsões em outras cidades e são muito elogiados'', argumentou Wellington Luís Marcati, coordenador da Zona Azul.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) não confirma a criação de estacionamentos maiores para as motos. O diretor de trânsito disse que o atual número de 315 vagas é suficiente em relação a demanda. ''Podemos remanejar algumas vagas. Avaliar onde elas são mais e menos usadas e fazer adaptações'', adiantou.
A CMTU também garante que irá aumentar o número de vagas especiais para idosos. A companhia informa que hoje são cerca de 80 vagas (no total, a Zona Azul conta com 2.135 vagas), o que não atinge os 5% da cota obrigatória por lei. ''A secretaria municipal do Idoso está nos enviando uma lista com indicações para novas vagas em pontos estratégicos e devemos acatar grande parte dessas indicações. Até o final do ano, pretendemos até ultrapassar o número de vagas estabelecidas por lei'', afirmou Wilson de Jesus.

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