Projeto é vetado em Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
O projeto de lei que determinava o tempo máximo de atendimento aos clientes nas agências bancárias de Maringá, bem mais tolerante que o de Paranavaí, foi vetado pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB). De autoria da vereadora Aparecida Fabiana Correa, a Bia (PT), o projeto previa tempo razoável para atendimento de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em véspera de feriados e dias de pagamento de funcionários públicos.
As agências que não respeitassem o tempo previsto poderiam ser advertidas, multadas em até R$ 400,00 e ter a licença suspensa. O veto do prefeito foi aceito pela Câmara.
O veto foi votado quando eu estava de licença por causa da minha gravidez e não tive a chance de defender o projeto, lamenta Bia. O prefeito alegou inconstitucionalidade para vetar, justificando que não pode alterar determinação federal. Não queremos que os bancos contratem mais pessoal nem que mudem o horário de atendimento, apenas que não deixem as pessoas uma ou mais horas aguardando para serem atendidas, afirma Bia.
Mas ela não se deu por vencida e já apresentou outro projeto com as mesmas bases. Mudei alguma coisa em relação ao atendimento e acrescentei que os bancos têm que ter banheiro para o público, explica. A gente recebe muita reclamação de usuários e não podemos aceitar o descaso dos bancos para com os clientes. O novo projeto de Bia está tramitando, mas ainda não tem data definida para votação.
Outro projeto que está nas comissões relacionado a bancos é do vereador Miguel de Oliveira (PMDB), que pede a instalação de bancos para os clientes que aguardam atendimento na fila. Algumas agências já trabalham com sistema de senha, onde os clientes podem esperar sentados o atendimento.
Se aprovada, a lei prevê advertência e multas que variam de R$ 300,00 a R$ 600,00 e até cassação da licença. A maior parte dos gerentes de bancos de Maringá alega desconhecer qualquer uma das leis e que, se aprovadas, podem ser contestadas pela diretoria da instituição.





