Projeto é modelo para o mundo
ArquivoA preocupação imediata com o resultado da pesquisa foi com o índice de analfabetismo entre adultos, que ficou em 16% da população. O índice, segundo o dirigente da entidade, varia muito e atinge em maior escala os municípios que concentram um número elevado de trabalhadores rurais volantes, os bóias-frias. Os municípios adotaram programas de alfabetização para adultos, e a meta é em dois anos reduzir pela metade o índice apontado pela pesquisa.
A intenção do diagnóstico era dirigir os investimentos alcançados junto ao programa Paraná Urbano, priorizando as áreas apontadas pelas comunidades atendidas. Mas conseguimos o reconhecimento do trabalho realizado pela Amusep, diz Gonçalves. O Plano de Desenvolvimento Regional, traçado depois de ouvir todas as comunidades e dirigentes da região, foi adotado pelo Instituto de Pesquisas e Economia Aplicada (Ipea) e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Junto com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná, os dois organismos querem fazer do plano um modelo para o desenvolvimento regional não apenas no Brasil mas também em outros países.
Técnicos do Ipea e da ONU estiveram na região durante alguns meses do ano passado, primeiro para conferir como foi feito o levantamento. O trabalho foi aprovado pelas entidades. Ele acredita que entre agosto e setembro próximo, alguns planos começarão a ser executados. Apenas a ONU deve investir US$ 200 mil na elaboração de projetos. A idéia, segundo o prefeito Jairo Gianoto (foto), que é também o presidente da Amusep, é de fortalecer toda a região. Com municípios fortes teremos um reflexo positivo em Maringá, diz.
O levantamento de dados e os projetos levam em conta todos os setores, priorizando as atividades de maior potencial em cada região. A vocação da maior parte dos municípios é a agricultura, mas não vamos deixar de atender áreas onde existe possibilidade de desenvolvimento, afirma Gonçalves. Mas a entidade e as prefeituras não estão de braços cruzados, aguardando os recursos chegarem. Durante todo o período de realização do diagnóstico, os municípios passaram a trabalhar de forma mais unida. Alguns projetos foram tirados de prefeituras e assumidos pela associação, que de forma pioneira tem buscado alternativas para a realização de serviços comuns no momento de crise.
O melhor desempenho depois da união dos municípios foi alcançado com a criação do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Região de Maringá (Ciderma). O consórcio reúne oito municípios e é um embrião da Região Metropolitana de Maringá, que já teve o projeto aprovado. Além de Maringá fazem parte do Ciderma os municípios de Sarandi, Marialva, Mandaguari, Paiçandu, Mandaguaçu, Ângulo e Iguaraçu. O primeiro trabalho foi melhorar a qualidade no atendimento da saúde. Antes do Ciderma, a saúde era considerada pela população como o pior setor na maior parte dos municípios. Hoje a situação é outra, revela o prefeito de Sarandi, Julio Bifon (PSDB), que é presidente do consórcio. (M.Z.)





