O Instituto de Arquitetos do Brasil Departamento do Paraná (IAB/PR) divulgou ontem os cinco anteprojetos vencedores do Concurso Público Nacional de Arquitetura para a construção do Teatro Municipal de Londrina. Orçado em R$ 33 milhões, o anteprojeto que conquistou o primeiro lugar, do arquiteto Tiago Nieves, de São Paulo, tem como diferencial a valorização de espaços de convivência e a arborização. Com estacionamento subterrâneo e lagos que permeiam a sala de espetáculos principal (com capacidade para 1.200 lugares), a sala secundária e a 'black box' (sala de multimeios), o projeto paulistano arrancou aplausos da platéia que lotou o Auditório da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
O Teatro Municipal de Londrina será construído numa área de 20 mil metros quadrados no terreno da antiga Anderson Clayton, região leste da cidade.
O concurso prevê prêmio de R$ 70 mil para o primeiro colocado; R$ 40 mil para o segundo (Jaime Marcondes Cupertino/SP); R$ 20 mil para o terceiro (Cláudio de Sá Ferreira/Brasília); R$ 10 mil para o quarto (Paulo Henrique Paranhos P. e Silva/Brasília) e R$ 5 mil para o quinto colocado (Carlos Alberto Batista Maciel/Belo Horizonte). O vencedor, além do prêmio, será contratado para o desenvolvimento do Projeto Executivo, Memorial Descritivo e Coordenação dos Projetos Complementares, no valor de R$ 600 mil.
Durante o evento também foram anunciadas três menções honrosas para os arquitetos José Wagner Garcia, de São Paulo, Leonardo Tosiaki Oka, de Curitiba, e Andreoni da Silva Prudêncio, de Porto Alegre. O concurso prevê o encaminhamento de recursos até a próxima sexta-feira. A entrega da premiação deverá ser feita no dia 13 de abril, data que também marca a abertura da exposição de todos os trabalhos selecionados no Museu de Arte de Londrina. Os organizadores do evento também prestaram uma homenagem ao jornalista Francelino França, falecido no ano passado, que foi um dos entusiastas pela realização do teatro.
O prefeito Nedson Micheleti ressaltou que a construção do teatro é um ''sonho de 60 anos da cidade'' e informou que R$ 10 milhões de emenda orçamentária da União já foram garantidos neste ano, com apoio da bancada paranaense, para a obra. A contrapartida do Município, de R$ 4 milhões, já está garantida, segundo o prefeito. ''É praticamente metade do valor civil da obra'', afirmou. Sobre o risco da construção, pela grandiosidade, não ser concluída no seu governo e deixar de ter continuidade no próximo, Nedson pontuou: ''Não estamos apenas apresentando um projeto, já temos garantidos os recursos para o início da obra. É diferente.''
O secretário de Cultura Luciano Bitencourt ressaltou as qualidades arquitetônicas do projeto. ''Estou emocionado, pois o projeto conseguiu estabelecer conexões profundas com a cidade. Ele é simples, funcional e de uma beleza 'pé vermelha'. Até as antigas chaminés da fábrica foram valorizadas, de onde, agora, sairão feixes de luz'', comentou.
O imobiliarista Raul Fulgêncio, que representa o grupo empresarial que comprou o imóvel de 257 mil metros quadrados da antiga Anderson Clayton, em que parte foi doada para a construção do teatro, informou que em no máximo 90 dias irá divulgar o resultado da pesquisa que irá endossar a construção do empreendimento 'batizado' de Marco Zero.

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