Projeto do Ouro Verde deve ficar pronto no final do ano
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O projeto de reconstrução do Teatro Ouro Verde, que foi destruído por um incêndio há exatos três meses, deve ficar pronto para licitação no final deste ano.
Conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Gerson Guariente, 20 profissionais se prontificaram a elaborar o novo projeto sem custos para a Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''Comprometemos com comunidade para concluir projeto o mais rápido possível. No máximo em seis meses esperamos entregar o projeto pronto, com orçamentos e todo material para licitação'', afirmou Guariente, após vistoriar ontem o que restou do teatro.
Conforme ele, apesar da ''intensidade do estrago, a parte estrutural (do teatro) está bem conservada. Com poucos reparos se consegue voltar à condição original'', comentou.
De acordo com Guariente, os profissionais do Sinduscon farão dez projetos. ''A primeira parte é a recomposição do projeto arquitetônico'', apontou. A partir daí os profissionais elaborarão projetos elétrico, hidraúlico, de iluminação, acústica, entre outros.
O engenheiro avalia que a elaboração do projeto arquitetônico não vai ser um processo simples. Como o Ouro Verde é tombado pelo patrimônio histórico, os profissionais precisarão manter as características originais do edifício, projetado pelo arquiteto Vilanova Artigas. ''Hoje recebemos o projeto da reforma que foi feita em 2002 e nos próximos dez dias esperamos receber o projeto original de 1950 e também recomendações do Iphan (Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)'', afirmou.
Segundo ele, além de manter aspectos tradicionais do Ouro Verde, o novo projeto também tem o objetivo de ''melhorar o desempenho do teatro'', principalmente em relação a acústica. ''Nos últimos dez anos (desde a última reforma) surgiram novos materiais que possibilitarão melhora na acústica'', apontou.
De acordo com a diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL, Sílvia Galvão, a ajuda do sindicato ''agiliza'' o processo para reconstrução. ''Se tivesse que fazer (o projeto) dentro da UEL, não teríamos condição de fazer em pouco tempo'', confessou ela, que é uma das coordenadoras do processo de restauração do teatro.
Sobre a retirada dos escombros do teatro, Sílvia comentou que as propostas de duas empresas estão sendo analisadas. Conforme ela, em 20 dias o contrato deve ser assinado e a partir daí a empresa vencedora terá 45 dias para retirar o restante dos escombros.


