Projeto de reitor reduz férias e aumenta vagas na UFRJ
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segunda-feira, 08 de março de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 09 (AE) - O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Henrique Vilhena, apresentou hoje um projeto para altera o calendário letivo. Ele reduz à metade o período de férias, diminui em até um ano o tempo necessário à formatura e pode aumentar em um terço o número de vagas oferecidas pela instituição, que este ano abriu inscrições para seis mil candidatos.
Pela proposta de Vilhena, que precisa do aval dos conselhos superiores da UFRJ, o ano letivo de todos os cursos passaria a ter, a partir de 2000, três períodos de 14 semanas, somando 42 semanas, ou 210 dias - dez acima do que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Atualmente, os alunos cursam dois períodos de 16 semanas
com 160 dias de aula. As férias seriam reduzidas pela metade, ficando com 10 semanas: seis no verão, duas em maio e outras duas em setembro. Segundo o reitor, o aluno estaria formado de seis meses a um ano antes do prazo atual.
"O objetivo é melhorar o nível de formação do aluno e atender mais gente com o mesmo custo", afirmou Vilhena. Pelo projeto, a carga horária dos professores não seria aumentada: eles teriam os mesmos 45 dias de folga que têm hoje. "Haverá uma expansão do conteúdo e o aluno vai sair mais cedo para a atividade profissional." No processo de aprovação da proposta pelos conselhos de Graduação, Pós-Graduação e Universitário, será discutida a reformulação curricular.
"Bola de neve" - "Essa proposta da UFRJ é uma novidade que vai funcionar como uma bola de neve, sendo implantada por outras universidade e até mesmo no segundo grau"
acredita Vilhena. Segundo ele, a idéia não partiu do Ministério da Educação (MEC). "Nem falei com o ministro ainda", disse.
A expectativa do reitor é que a proposta esteja aprovada em um mês. "Até agora não houve resistência, pelo contrário." Segundo Vilhena, a mudança é uma "reivindicação antiga dos alunos." Sobre a questão das vagas, que ainda depende de estudos, explicou que atualmente entram 6 mil alunos pelo vestibular. Com a criação de mais um período, entrariam "teoricamente" mais 3 mil por ano. Vilhena acredita que a divisão em três períodos permitirá uma melhor divisão conteúdos. "Essa medida não é isolada, haverá uma avaliação permanete da graduação", afirmou.
O reitor na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, Antônio Celso Pereira, apoiou a idéia e informou que está tramitando, há cerca de um ano, uma proposta semelhante no Conselho Superior de Ensino e Pesquisa da UERJ. Maior universidade federal do País, a UFRJ possui três mil professores
10 mil funcionários e 38 mil alunos. O orçamento anual da instituição é de R$ 550 milhões, sendo que R$ 528 milhões estão comprometidos com o pagamento de pessoal.


