Marcos Zanatta
De Maringá
O prolongamento da Avenida Herval, passando por dentro do câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM), volta a ser apresentado e reacende a polêmica. A idéia surgiu há pelo menos 10 anos como alternativa de ligação entre os bairros localizados nos fundos do câmpus e o centro da cidade.
Atualmente, a única opção dos moradores é a Avenida Morangueira, que recebe o tráfego de várias outras regiões da cidade e da PR-317, principal ligação com várias cidades próximas e o interior de São Paulo. O projeto, já rejeitado pelo menos duas vezes, foi novamente apresentado pelo vereador Victor Hoffmeister (PSDB).
Para colocar o plano em prática, o vereador diz que será preciso desapropriar nove terrenos e contar com o apoio da universidade. Ele alega que a abertura da avenida é a única alternativa para melhorar o trânsito da Morangueira e da Avenida São Paulo, que faz o acesso ao centro a partir da Avenida Colombo.
‘‘Hoje em alguns horários é impossível passar pelo trecho e precisamos dar opção ao menos aos moradores’’, defende. Hoffmeister lembra ainda que a PR-317 é utilizada como desvio dos pedágios da região, principalmente por veículos de carga, que acabam ‘‘travando’’ ainda mais o tráfego na área.
A prefeitura do câmpus da UEM sempre se mostrou contra os projetos apresentados anteriormente. A alegação é que o câmpus é uma área reservada, que só fica aberta no período de atividades e, por isso, não comportaria uma rua cortando a área.
Agora a prefeita do câmpus, Beatriz Maria Teixeira Neitzel, diz que o projeto está sendo analisado. ‘‘Para a universidade seria ruim dividir o câmpus ao meio com uma rua’’, admite. Ela cita também o problema da estação meteorológica da UEM, que fica bem no trecho onde a rua poderá passar.
O secretário de Transportes de Maringá, José Henrique de Camargo, também acha difícil o projeto ser colocado em prática, apesar de reconhecer a necessidade de mais ligações entre o centro e a região. Camargo explica que o prolongamento passaria ao lado da estação meteorológica da UEM, que fornece todos os dados oficiais do município.
A estação, portanto, não poderia sair da área onde está porque se perderiam todos os dados existentes. Mesmo um muro de proteção ou a poluição da via causariam mudanças na leitura dos aparelhos.

mockup