Marta Medeiros
Especial para a Folha
De Maringá
Apesar do incentivo para a atração de novas empresas, microempresários de Maringá passam dificuldades depois de apostarem no programa ‘‘Barracões Industriais’’, lançado no ano passado pelo governo do Estado. O atraso na entrega dos barracões complicou a situação de quem dependi do local para dar início às atividades. Serão 12 unidades localizadas em quatro bairros. As obras começaram em julho de 98 e há mais de seis meses estão paralisadas.
Os barracões deveriam abrigar – em áreas individuais de 40 a 60 metros quadrados – 60 microempresários de diversos segmentos como confecções, alimentos artesanais e marcenaria. O governo mandou apenas a primeira das quatro parcelas de R$ 154 mil. A contrapartida do município foi dada com o terreno e o serviço de terraplenagem.
‘‘A primeira parcela serviu de impulso às obras levando a prefeitura a iniciar o cadastro com os interessados no programa’’, lembra o secretário municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Agricultura, Miguel Fuentes Salas.
Segundo ele, alguns microempresários chegaram a investir em equipamentos contando com o local para iniciar as atividades. ‘‘Eles ficaram sem condições de trabalho e muito menos de pagar os investimentos’’, disse. Salas não tem previsão de quando o Estado irá enviar o restante do dinheiro para a continuidade das obras.
O programa dos barracões industriais prevê, além da estrutura física de apoio por dois anos aos microempresários, parcerias com diversas entidades para auxílio de cursos técnicos e formação de preços. Segundo o secretário, se os barracões estivessem em plena atividade poderiam gerar cerca de 600 empregos.

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