Projeto aproxima família da escola
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de maio de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
A comemoração do Dia das Mães foi antecipada na Escola Municipal Ruth Ferreira de Souza, no Parque Universidade (zona oeste de Londrina). Animadas, as crianças apresentaram coreografias e cantaram para a plateia emocionada na última sexta-feira. Diante da homenagem simples e rápida, mulheres que lutam diariamente para exercer o papel mais gratificante para elas: o de ser mãe. "Não consigo descrever o que é ser mãe. Para mim, é uma dádiva. O melhor e maior presente que Deus me deu. Desejei ter cada um dos meus filhos. Criança... criança dá trabalho, às vezes aborrece, mas eles são a minha maior alegria", exaltou a diarista Thalita Goretti de Araújo. Sozinha, ela se divide entre os afazeres de casa, o trabalho e o cuidado com os três filhos.
Nos últimos anos, as horas dedicadas aos estudos também passaram a fazer parte da rotina de Thalita. "Eu voltei a estudar para ajudar os meus filhos com a tarefa. Quero aprender e quero que eles tenham um exemplo em casa", contou. A diarista pretende ser assistente social para também ajudar outras famílias. Apesar da pouca idade, Fábio, de 10 anos, já reconhece o esforço da mãe. "Ela é batalhadora, trabalhadora, corajosa e sempre fica com a gente mesmo quando está tudo difícil", resumiu.
A dona de casa Valéria Moreira também foi homenageada. Mãe de sete filhos, ela faz questão de acompanhar os que ainda frequentam a escola. "Nunca deixo de trazer meus filhos. Faço bico cuidando de outras crianças e o pouco que eu ganho fica para eles. Tudo o que faço é por eles", contou. "A vida ganha um sentido e passa a ser melhor quando a gente se torna mãe", garantiu a diarista Cristiana Montoani, ao lado do filho.
Muitas avós também compareceram. "Ser avó é mais do que ser mãe. Amo muito esses pequenos. A gente sabe que o carinho que a gente dá pode livrar as crianças de muita coisa", disse a diarista Noemia Moreira. "Ser mãe e ser avó é ótimo. A gente passa a ter muita responsabilidade. A fé também aumenta", reforçou a dona de casa Ana Paula dos Santos.
Nos últimos anos, a escola buscou uma aproximação com as famílias para melhorar o desempenho dos alunos. Conforme a supervisora Isabel Barion, a experiência deu certo. "Durante o ano fazemos várias apresentações e semanas temáticas com trabalhos em sala de aula. Também temos ação entre amigos e um bazar para as famílias. No final do ano, padrinhos doam presentes, kits de material escolar e roupas para as crianças", explicou.
A quadra também fica aberta nos fins de semana. Isabel, que atua há 13 anos na escola, "adotou" as centenas de crianças da comunidade. "Fico muito feliz quando encontro os ex-alunos na rua e, principalmente, quando eles me dizem que estão seguindo para a faculdade", afirmou.


