Projeto amplia velocidade em avenidas
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de maio de 1999
Marcos Zanatta 
Um projeto do vereador Ulisses Maia (PSB), quer mudar a velocidade máxima nas ruas e avenidas de Maringá. Ele acha que os limites impostos pelo Código Brasileiro de Trânsito e o controle por radares tipo pardal vão travar o trânsito e gerar uma enxurrada de multas. O projeto pede ainda 180 dias para que as multas passem a ser aplicadas aos infratores. O sistema de fiscalização, que começou a funcionar no início da semana, prevê multas a partir de 8 de junho.
Pelo Código, as avenidas expressas, como a Colombo e a Perimetral, têm velocidade máxima estipulada em 60 km horários, as demais a 40 km, e as vias secundárias em 30 km/hora. O projeto de Maia quer 80 km nas avenidas expressas, 60 nas demais vias rápidas, 50 nas preferenciais e 40 km nas secundárias. Não pretendo determinar a velocidade mas garantir o fluxo de trânsito dentro da realidade de cada via, afirma o vereador.
Em testes realizados com o radar na Avenida Colombo, no início do ano, alguns veículos foram flagrados a mais de 140 km por hora. Onde os pardais foram instalados sem alterações houve problemas, revela Maia. Ele conta que em Campo Grande os radares travaram o fluxo de veículos e geraram muitas multas.
O risco para Maringá, segundo ele, é ainda maior porque a cidade não tem vias rápidas para desafogar o anel central. Não sou contra os pardais, mas temos que ser coerentes com a realidade, afirma. Maia conta que dirigiu a 60 km por hora nas avenidas Colombo e Perimetral e sentiu que a velocidade é incompatível com o fluxo de carros.
O projeto está tramitando e deve entrar em votação na próxima semana. Maia quer aprovar e ver o projeto sancionado antes do início da cobrança de multas. Precisamos ampliar o prazo de orientação antes de multar, diz. A secretaria de Transportes de Maringá alega que a velocidade é determinada pelo Código Brasileiro de Trânsito.
O tenente Ademar Paschoal, chefe do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar, diz que pelo novo código, o Município pode fazer alterações nos limites de velocidade. Mas é necessário um levantamento das condições de trânsito e do piso da via, alerta.


