São Paulo, 28 (AE) - O Sindicato dos Químicos do ABC planeja reformular o projeto Alquimia de treinamento de mão-de-obra e especialização de trabalhadores para o aproveitamento nas indústrias químicas, petroquímicas e de transformação de plásticos. Este mês, durante a formatura da primeira turma, o Sindicato assinou acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Plástico (Abiplast-Sindiplast ) e as Prefeituras do Grande ABC para que as empresas do setor que necessitarem de trabalhadores priorizem o pessoal treinado pelo Alquimia.
Segundo o diretor executivo do Sindicato e coordenador geral do Alquimia, Carlos Augusto Cesar, no próximo ano, a meta do projeto será a requalificação de 2.240 pessoas, com aumento da carga horária nas disciplinas dedicadas à especialização. Antes, essa categoria era contemplada com 35% das horas-aula do curso. Em 2000, será dedicado 50% do tempo disponível do curso.
A especialização consiste dos cursos de conhecimentos sobre materiais plásticos, operação de máquinas de extrusão e injeção, e manutenção preventiva ministrados pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai) Mario Amato, em São Bernardo do Campo. O currículo multidisciplinar, que inclui conhecimentos gerais, português e matemática, terá a carga horária reduzida de 65% para 50%.
Primeira turma - O projeto Alquimia é financiado com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para formar a primeira turma de 1.380 alunos, que iniciou o curso em agosto e encerrou neste mês, foram investidos R$ 1,030 milhão.
Carlos Augusto Cesar observa que o índice de desistência do curso ficou em menos de 10%, pois a turma começou com 1.505 inscritos. Desses, 830 estavam desempregados - 50% deles egressos da indústria de plásticos e a outra metade do setor metalúrgico. Os outros 675 corriam o risco de perder o emprego por falta de atualização, principalmente em conhecimentos sobre as novas tecnologias da indústria de plásticos. Dos desempregados, ao final do curso 8% ou 53 pessoas já tinham vaga garantida no mercado de trabalho.
Mercado - A gerente de recursos humanos da Plastifama, Elisete Isabel Pereira, afirma que, quando a empresa necessitar de mão-de-obra especializada, irá recrutar entre os alunos formados no Alquimia. "Essa especialização demanda menos tempo de treinamento dentro da empresa", explica ela. Antes do projeto, diz, era difícil conseguir mão-de-obra qualificada para trabalhar na área de plásticos.
A Plastifama tem sede em Santo André e emprega 41 pessoas; ela produz canudos plásticos para o Mc Donalds, hastes para cotonetes e para pirulitos. Faz parte dos planos da pequena empresa, também, requalificar seus trabalhadores no Alquimia.

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