Projeções de montadoras apontam aumento acentuado de preços
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domingo, 25 de julho de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 26 (AE) - A prevalecerem as indicações da indústria, os aumentos de preços dos carros, que devem acontecer a partir do dia 28 de agosto, serão bastante acentuados. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, as montadoras têm a repassar não apenas a elevação dos impostos, como também custos anteriores ao acordo emergencial, além de novos custos. "É um absurdo imaginar que as montadoras assumirão custos de impostos crescentes", destacou.
Ele disse que não vê nenhuma possibilidade de as empresas absorverem os custos, mas lembrou que o repasse, total ou não, dependerá da estratégia de cada marca e da participação de cada modelo no mercado.
Na última vez em que os preços dos carros subiram, o governo exigiu das montadoras a contratação de consultores para comprovar a necessidade. A Trevisan indicou, lembrou Pinheiro Neto, que em abril havia custos acumulados entre 12% e 30%. Na época, o setor aplicou reajustes de 7% a 10%. "Esta diferença e a somatória dos novos custos é que deverão ser usadas para basear os novos aumentos", disse.
Somente o IPI do carro popular, que passará de 7% para 10%, já trará um impacto de 4,5% no preço final. Há ainda pressões dos fornecedores, segundo as montadoras.
A indústria automobilística ainda está tentando negociar com as siderúrgicas ajustes nos preços do aço. A Anfavea não cita números, mas o mercado está esperando que, com o fim do acordo emergencial, que congelou preços com impostos mais baixos
os preços podem subir entre 8% e 12%.


