Brasília, 10 (AE) - A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenolvimento, Lytha Spíndola, confirmou hoje a necessidade de revisão da projeção do resultado da balança comercial de US$ 1,5 bilhão, já anunciada pelo secretário de Política Econômica, Edward Amadeo. Ela disse que essa revisão para baixo é tecnicamente correta em função das alterações que vêm se registrando nas exportações. Como exemplo, a secretária citou o resultado da balança de agosto, que teve um déficit de US$ 181 milhões, em que as importações de petróleo tiveram peso relevante por causa da quantidade e da alta do preço no mercado externo, o que acabou ocasionando um aumento de 36% nas aquisições de petróleo no mês.
Lytha informou também que na próxima semana terá um encontro com a diretora-adjunta do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Teresa Ter-Minassian, a quem prestará informações sobre o desempenho da balança.
A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento preferiu não comentar as especulações de que a balança comercial fecharia o ano com um déficit de cerca de US$ 1 bilhão. Ela limitou-se a dizer que considera muito cedo para se ter essa avaliação. Para Lytha, as perspectivas do comércio exterior para o Brasil já começam a se reverter. Ela observou que houve uma melhora nas aquisições de produtos brasileiros feitas por alguns países membros da Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) e da ásia. "Balança não é meta, é uma informação importante que subsidia a meta do superávit primário", afirmou.

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