Proibição de celular em bancos gera críticas
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Anelise Faucz<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Projeto aprovado pela Câmara dos Vereadores, que proíbe os clientes de usarem celular ou equipamento similar no interior das 343 agências bancárias de Curitiba, deve ser encaminhado ao gabinete do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci. O projeto foi elaborado para inibir o golpe conhecido como ''saidinha de banco'', aplicado por bandidos que ficam na espreita da saída do cliente que acabou de sacar alta quantia de dinheiro. Pelo celular, o comparsa recebe informações que facilitarão o assalto na rua, como o momento em que a pessoa está saindo da agência e o valor estimado que carrega no bolso.
''A Lei vem mais tumultuar do que ajudar'', avalia Carlos Coppi, representante do Paraná nas discussões nacionais sobre a segurança bancária e um dos dirigentes do Sindicato dos Bancários da Grande Curitiba. O tumulto, diz ele, é porque a responsabilidade da fiscalização recai sobre os gerentes dos bancos, que deverão tomar o aparelho de celular do cliente que desobedecer a regra e entregá-lo somente quando a pessoa estiver de saída da agência. Caso o cliente insista em usar o celular, a polícia deverá ser acionada no local.
Na opinião de Coppi, o fato de os funcionários não serem incluídos na lei também pode gerar conflitos. Ele sugere mais discussões sobre a proposta antes de aprová-la no gabinete de Ducci.
A gerente-geral de uma agência de Curitiba, no bairro Seminário, que não quis ter o nome identificado, acredita que a lei terá melhor efeito se for direcionada à área dos caixas eletrônicos, ou pronto-atendimento, onde cerca de 350 clientes movimentam dinheiro, diariamente. Ela ressalta que, em muitas agências da cidade, não há gargalo para entrada nesse espaço que garanta segurança como a porta giratória com detector de metais.


