Progresso veio com inaguração da ponte em 65
Marco na integração da região conhecida como Três Fronteiras, a Ponte Internacional da Amizade transformou a economia da região desde sua construção, iniciada em 1956 e concluída nove anos depois. A obra chegou a empregar mil pessoas e exigiu uma operação de guerra dos construtores.
Nas proximidades do local, foi erguida uma vila de trabalhadores com 250 casas. Para sustentar a imensa estrutura de 77 metros de altura e um vão livre de 290 metros, foram trazidas por dez carretas de Volta Redonda cerca de 2,9 mil toneladas de aço. Uma área de 14 hectares foi desmatada e a terraplanagem totalizou 139 quilômetros.
A partir de 1965, Foz do Iguaçu iniciou seu primeiro ciclo de crescimento da segunda metade deste século. Nos anos pré-Itaipu, a cidade viu surgir um promissor setor exportador, concentrado na Vila Portes, bairro nas imediações da, então, nova ponte. O ciclo só se esgotou no início da década de 1990, com a entrada em vigor do Tratado do Mercosul.
Do lado paraguaio, o impacto da ponte foi ainda maior. A então pequena Puerto Stroessner se transformou no segundo maior aglomerado urbano do País, impulsionado pelo centro comercial. O desenvolvimento dos dois lados da fronteira resultou na formação de uma região metropolitana informal, que já é contada em centenas de milhares de habitantes, e que tem a ponte como única ligação física.





