Curitiba - De acordo com o IBGE, 15,5% do total de crianças e adolescentes no Brasil entre 5 e 17 anos (43,1 milhões) estavam inscritos ou eram beneficiários de programas sociais voltados para a educação em 2001. A taxa de escolarização desse grupo beneficiado atingiu 98,9%. Já a média de frequência escolar entre os demais é de 88,1%.
''A pesquisa está mostrando que esses programas auxiliares têm retorno na população'', afirmou a técnica do departamento de pesquisa e renda do IBGE, Vanderli Guerra. A procuradora do Trabalho no Paraná, Margaret Matos, faz ressalvas a essa análise. ''Os programas como o PET ou bolsa-escola exigem a frequência escolar, mas temos que saber o desempenho escolar dessa criança e se ela realiza atividades extras de qualidade'', disse.
O total de crianças e adolescentes brasileiros entre cinco a 17 anos que trabalhavam em 2001 era de 5,5 milhões, sendo que 49% trabalhavam sem ganhar salário. Entre 1992 e 2001, a taxa de escolarização para essa faixa etária passou de 75,8% para 89,7%. Entre os que não trabalhavam, esse índice é de 91,1%, contra 80,3% das que trabalhavam.

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