Programas de prevenção ainda são tímidos
Os programas de prevenção e apoio para usuários de drogas nas universidades de Londrina ainda são tímidos. A coordenadora de extensão da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Sonia França, reconhece que são comuns os casos de dependentes, principalmente de maconha e álcool e que isso afeta o rendimento dos alunos. ''Muitas vezes descobrimos que a dificuldade de aprendizado é por causa do consumo de drogas. Nós temos uma psicóloga aqui da instituição para atender essas pessoas. Se houver necessidade, a gente procura a família e indica outro tipo de tratamento'', explica.
A coordenadora garante que a vontade e a privacidade dos alunos é sempre respeitada: ''Se ele não quiser ajuda ou se não quiser que a família saiba, a gente acata''.
Outra alternativa na Unopar são os grupos de reflexão e terapia, que acontecem em horários alternativos e são abertos para toda a comunidade universitária: ''Esses espaços são muito bons para lidar com esse problema. Temos tido bons resultados com alunos e professores'', garante Sonia.
Na UEL, por enquanto, existe apenas o projeto de uma campanha de prevenção contra as drogas. A diretora do Núcleo de Bem Estar da Comunidade (Nubec), Jolinda de Moraes Alves, está fazendo uma pesquisa para descobrir o perfil do estudante da UEL. ''Essa pesquisa, bem abrangente, também vai procurar saber como é a relação dos alunos com as drogas. A partir desses dados queremos montar um programa de prevenção e atendimento'', explica. A pesquisa deve ficar pronta só em 2004. (P.F.)





