Programa vai reduzir preço de preservativos
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terça-feira, 11 de setembro de 2001
Agência Estado 
O Ministério da Saúde, empresários, governos estaduais e ongs anunciaram ontem, em Cuiabá, durante o 4º Congresso Brasileiro de Prevenção em DST/Aids, a criação de um programa que vai permitir uma redução significativa no preço dos preservativos, de modo a ampliar o acesso e o consumo do produto em todas as classes sociais.
Além da redução do preço do preservativo, a proposta aprovada no Fórum de Marketing Social do Preservativo, um evento paralelo ao fórum, pretende ampliar os postos de venda e distribuição para que a população tenha acesso à camisinha 24 horas por dia e em locais como bares, boates, cafés, hospitais, escolas, clubes, quitandas, livrarias, hotéis, bancas de jornal, videolocadoras, academias de ginásticas, postos de gasolina, além de farmácias, lojas de conveniência e supermercados.
De acordo com o coordenador do programa DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Roberto Teixeira, o gasto anual com camisinha não pode ultrapassar 1% da receita anual de um trabalhador que recebe o salário mínimo.
''Atualmente, o consumo anual de camisinha no País está em torno de 600 milhões de unidades, mas a coordenação nacional de aids acredita que seria preciso triplicar esse consumo para reduzir significativamente o crescimento da epidemia no Brasil'', disse Teixeira. ''Para cada 1 milhão a mais de preservativos consumidos no país, 70 casos de aids são evitados, trazendo uma economia de 2,5 milhões de dólares com tratamento.''
Antibióticos A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o uso indiscriminado de antibióticos nos últimos anos está prejudicando a eficácia de remédios que representavam as únicas possibilidades para tratar doenças como tuberculose, pneumonia e meningite. O problema é que a ampla utilização de antibióticos acaba criando uma resistência nos pacientes aos seus efeitos. Para evitar o uso indiscriminado do medicamento, a OMS lançou ontem um plano de ação que pretende difundir entre os governos. A idéia é orientar médicos e pacientes para que não usem antibióticos em qualquer circunstância. Além disso, a OMS pretende fazer com que receitas sejam obrigatórias para a compra desse tipo de remédio em todos os países.


