Programa tenta desburocratizar exportação de pequenas empresas
Campinas (SP), 14 (AE) - O secretário de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento, Mário Marconini, anunciou hoje a criação do Programa de Internacionalização das Micros, Pequenas e Médias Empresas, na abertura do 20º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), em Campinas.
A iniciativa, que conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), busca elevar o número de empresas que atualmente exportam em São Paulo. Marconini explicou, durante meia hora, para aproximadamente 800 empresários da região - uma das mais promissoras de São Paulo, que representa 9% do PIB - que o programa vai desburocratizar o setor.
As regras ainda não foram totalmente definidas, mas o secretário antecipou que os pequenos empresários terão maiores facilidades na hora de exportar, sem as exigências de muitos documentos. As novas normas, ainda segundo Marconini, serão conhecidas no dia 2 de agosto, quando o programa será oficialmente lançado na sede da Fiesp, em São Paulo.
A iniciativa pretende atingir 2 mil novas micros, pequenas e médias empresas, que terão também certas facilidades para financiar o processo produtivo. O fundo de aval para exportação, que garantia 60% do custeio, passará agora a 80%.
Para facilitar o financiamento, os empresários contarão, inclusive, com uma linha de crédito específica junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Pelos números do ministério, cerca de 500 empresas de grande porte são responsáveis atualmente por 80% do volume de produtos exportados.
O secretário entende que os pequenos empresários, que representam os outros 20%, precisam ser incentivados para aumentar a sua participação na exportação. "As medidas vão mudar a mentalidade de que apenas as grandes empresas têm acesso à exportação", acrescentou Marconini.
Programa - O vice-presidente da Fiesp, Luiz Fernando Furlan, disse que há 100 dias a entidade lançou o programa Exporta São Paulo, que já atraiu 50 empresas. "O que percebemos é que os pequenos empresários não têm informações ou oportunidades para exportar seus produtos", constatou Furlan, que prevê para este ano, na região de Campinas, um aumento de 8% a 10% nas exportações.
Segundo o coordenador do Encomex, Juan Manuel Quirós, para as exportações deslancharem de vez, o governo precisa tomar pelo menos três medidas: reforma fiscal e tributária urgente, além de financiar as exportações e a capacidade produtiva das empresas.Por Milton Bridi (especial para AE) ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca amplia informações, com novo texto





