Londrina - Um programa que incentivará os hospitais a utilizarem os horários ociosos dos centros cirúrgicos com o intuito de reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas no Estado será lançado no Paraná na próxima semana. A informação é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve em Londrina ontem em compromisso político.
''Não está correto a pessoa esperar um ano e meio para fazer uma cirurgia ortopédica, por exemplo'', comentou o ministro, destacando outro projeto do governo federal já lançado no Paraná: a Rede Cegonha, que visa dar mais qualidade ao acompanhamento pré-natal e ao momento do parto. O ministro afirmou que projeto já está em funcionamento em algumas regiões do Estado e que deve ser ampliado conforme avaliação do governo estadual.
Padilha comentou ainda sobre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) construída na Zona Oeste de Londrina, que permanece desativada. Conforme ele, os recursos para a construção e compra de equipamentos para a unidade estão liberados e a partir do início do funcionamento serão destinados, pelo Governo Federal, recursos mensais para manutenção e custeio dos médicos.
''O Ministério quer que esta UPA seja aberta o mais rápido possível e Londrina pode ter mais duas unidades. Queremos que o município pegue os recursos para construir e equipar as outras duas UPAs 24 horas em outros pontos da cidade'', declarou Padilha.
Localizada na Avenida Arthur Thomas, a UPA ainda não tem uma data para iniciar o atendimento. A unidade terá capacidade para atender uma média diária de 450 pessoas, funcionará durante 24 horas e prestará serviço de referência para o Samu, tanto para os casos encaminhados da Zona Oeste como de qualquer outra região da cidade. O prédio foi entregue no dia 30 de junho e tem 2,1 mil metros quadrados e 22 leitos. A UPA custou R$ 3,440 millhões: R$ 2,6 milhões bancados pela União e o restante pelo Município.
O ministro acrescentou que as UPAs desafogam os hospitais e que o funcionamento delas é uma prioridade para o Ministério. Segundo ele, atualmente mais de 2 milhões de brasileiros são atendidos todos os meses nestas unidades.
A respeito da mobilização das secretarias de Saúde dos estados do Sul do Brasil sobre uma possível antecipação da vacinação contra a gripe A, Padilha foi enfático ao afirmar que esta será uma decisão técnica e que o ministério vai seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). ''Esta decisão será tomada em outubro. É fundamental que as secretarias entendam que temos que vacinar os grupos prioritários.''
Ele disse ainda que o uso precoce do antiviral Tamiflu é essencial para evitar óbitos. ''Identificamos que o principal motivo de óbitos foi o uso tardio do Tamiflu. O remédio deve ser usado nas primeiras 48 horas depois do início dos sintomas'', alertou. Segundo ele, o adiantamento da campanha de vacinação depende ainda das vacinas serem finalizadas pelos laboratórios, visto que a cada ano a fórmula é alterada.

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