O programa coordenado por Leila Paiva é fruto da parceria entre o Ministério da Justiça e o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime. Ao todo, serão investidos US$ 400 mil, dos quais US$ 300 mil são recursos do governo brasileiro e o restante, do português.
Um dos principais objetivos do plano é a capacitação de policiais e membros do Judiciário a fim de aumentar a responsabilização das redes criminosas que recrutam brasileiras para levá-las ao exterior.
O primeiro treinamento em matéria de legislação nacional e internacional para o combate ao tráfico de seres humanos, com a participação de 50 operadores de Direito, foi concluído em dezembro, em São Paulo.
Outra meta é articular as informações de diversos órgãos do governo federal sobre a comercialização de seres humanos, que serão centralizadas em um banco de dados sobre o tráfico.
A partir desse instrumento, espera-se definir estratégias de enfrentamento mais eficazes. ''Esperamos clarear melhor essa realidade quando tivermos um banco de dados funcionando no Ministério da Justiça, em que os operadores do Direito vão poder cruzar as informações que cada instituição tem sobre o assunto'', explicou Leila Paiva.
Além disso, será realizada, provavelmente em fevereiro, uma campanha de conscientização e prevenção ao tráfico.

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