Edna Mendes
Enviada ao Rio de Janeiro
Um projeto pioneiro sobre prevenção de trombose venosa profunda implantado pelo Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, começa a ser distribuído para nove centros em várias regiões do País com a finalidade de criar um banco de dados e mapear a incidência da doença no Brasil.
A trombose venosa profunda, também conhecida como flebite ou tromboflebite profunda, é uma doença causada pela coagulação do sangue nas veias. Os sintomas mais comuns da doença são o inchaço e a dor. Entre outros fatores estão o tabagismo, uso de anticoncepcionais, tratamento hormonal, varizes, obesidade, infecções graves e situações que obriguem a uma imobilização prolongada. Em muitos casos, a doença resulta em embolias pulmonares, que podem levar à morte.
O projeto desenvolvido pelo Hospital Marcílio Dias consiste na implantação de um banco de dados para obter estatísticas da doença, fatores de risco, perfil do paciente e qual o tratamento a ser adotado. Cerca de 150 hospitais de todo o País foram cadastrados e confirmaram a viabilidade do projeto. A previsão é de que em um ano já seja possível obter estatísticas sobre a doença.
Segundo o coordenador do projeto, o médico Jackson Silveira Caiafa, o programa visa, principalmente, conscientizar os médicos. ‘‘A trombose acontece muito mais do que os médicos imaginam e por isso é preciso desenvolver uma campanha nacional de prevenção.’, explicou.
De acordo com Caiafa, o Ministério da Saúde está analisando o projeto para que seja transformado num programa oficial também em hospitais públicos. A indústria farmacêutica Rhodia Farma auxilia na implantação do programa desenvolvido pelo Hospital Naval Marcílio Dias.
Há dois anos o Centro Rhodia de Estudos Médicos-Sociais (Crems) desenvolveu uma pesquisa com 300 médicos de todo o País e verificou que 34% deles não tinham informação sobre a prevenção da trombose venosa profunda em casos de risco.
Os nove centros de prevenção da trombose estão sendo instalados em hospitais considerados de referência nacional. Mas, segundo a coordenação do programa, não há exigência de porte do hospital para a implantação. Já funcionam os centros de prevenção do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Brasília, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O delegado científico da Associação Médica do Paraná, José Fernando Macedo, também manifestou interesse na implantação do programa no Estado.
O programa é um software desenvolvido sob coordenação de Caiafa e distribuído gratuitamente pela Rhodia Farma para todos os hospitais do País, com apoio da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Os hospitais interessados em implantar o programa podem telefonar para 0800-113885. A jornalista viajou a convite do Centro Rhodia

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