Um programa criado pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) para avaliar o grau de satisfação dos moradores de casas populares foi premiado pela Associação Brasileira de Cohabs e o Fórum Nacional de Secretários de Habitação. O Selo de Mérito 2006 será entregue dia 29 de março, durante a abertura do 53º Fórum Nacional de Secretários de Habitação, em Palmas (TO). O objetivo é promover uma troca de idéias e projetos entre as companhias de todo o País.
Criada pelo diretor técnico Rosalmir Moreira, a Avaliação Pós-Ocupação de Habitações de Interesse Social é um projeto voltado a identificar as necessidades dos moradores. Prática comum entre as construtoras de imóveis de alto padrão, a novidade é a aplicação entre beneficiários de construções populares.
A pesquisa foi feita entre ocupantes de 53 casas do Jardim Primavera (Zona Norte), que estão nos imóveis há 1,5 ano. Foram pesquisados dados como satisfação com o tamanho e disposição dos cômodos e com o tipo de material usado nas construções. Outros itens pesquisados foram a renda e a ocupação dos moradores e o número de moradores por imóvel.
O projeto foi criado por Moreira como trabalho para o MBA em Gestão de Negócios na Construção Civil, que cursa na Faculdade Arthur Thomas. A concessão do Selo de Mérito como um dos nove melhores projetos do setor no País foi feita por um júri formado por representantes do Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Programa Brasileiro de Qualidade e Produção da Habitação e Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal.
Além de Londrina, serão premiados projetos de Curitiba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
''O importante é que a partir dessa pesquisa vamos passar da fase do 'achismo' para termos parâmetros técnicos para avaliar a qualidade das habitações'', acrescentou Rosalmir Moreira.
Alguns dos números da pesquisa indicam que 66% dos moradores antes ocupavam favelas e 72% aprovam o tamanho das residências. Outros dados importantes mostram que 42% das casas abrigam até três pessoas e 36%, até cinco. E ainda que 48% dos imóveis têm moradores dormindo na sala ou cozinha.

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