O Programa de Abandono do Tabagismo ''Viva Livre'' surgiu depois de uma extensa pesquisa. ''Nós sentimos necessidade de ter uma orientação eficaz para quem queria parar de fumar'', conta a fisioterapeuta Ana Luiza Prado Souza. Ao longo de 3 anos, o programa já atendeu cerca de 300 pacientes, com um índice de 85% de sucesso. A diferença desta metodologia com outras propostas, segundo Ana Luiza, é a associação de remédios com uma terapia que proporciona mudança de comportamento.
''O tabagismo é uma doença. É dependência química e precisa ser tratado com medicamento'', aponta. A outra diferença é citada pela dentista Andrea Carraro de Oliveira Badin: ''Nós respeitamos o paciente. Nossa proposta não é um trabalho antitabagista e sim de tratamento para o tabagista. Não usamos terrorismo, não fazemos ameaças, não ficamos falando das doenças que o cigarro causa. Isso todos sabem''.
Ana Luiza e Andrea admitem que é possível parar de fumar sem o tratamento, mas advertem: ''Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde mostra que só 5% dos fumantes conseguem deixar o vício por conta própria e desses, apenas 1% persistem por mais de um ano''. O sofrimento é intenso e as recaídas costumam ser constantes. Ana Luiza aponta o alcoolismo como uma das maiores dificuldades para quem quer parar de fumar. Mas existem outras complicações que tornam o tratamento mais difícil e as recaídas mais prováveis: casos de depressão e dependência química (drogas). ''O paciente precisa querer parar; isso é o fundamental'', explica Andréa.
O tratamento inclui acompanhamento médico, psicológico e nutricional durante pelo menos um ano. Os pacientes páram de fumar nas primeiras seis semanas e participam de reuniões de grupos.
Serviço: O Viva Livre é aberto a qualquer pessoa e o custo pode ser parcelado. Os telefones de contato são (43) 3345 1921 ou 9994 1921. (P.F.)

mockup