Programa Fome Zero vai beneficiar 24 mil famílias em Londrina
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quarta-feira, 07 de maio de 2003
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina apresentou ontem à tarde, numa audiência pública na Câmara de Vereadores, uma proposta preliminar de uma versão municipal do Fome Zero. O texto foi desenvolvido por um grupo formado por representantes das secretarias municipais de Agricultura e Abastecimento, de Assistência Social, da Mulher, da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e do Provopar.
A proposta se baseia em ações emergenciais, programas de geração de renda, a produção local e mais barateada de alimentos e programas de renda mínima. Estas idéias se sustentam sobre propostas como a distribuição de cupons de alimentos e de cartões com crédito de R$ 50 para a compra de comida, feiras de produtores da região, mercadões e restaurantes populares, além de incentivos à agricultura familiar e à capacitação profissional.
Ações semelhantes a estas já são desenvolvidas em Londrina, por meio de verbas municipais, estaduais e federais aplicadas em programas como o Bolsa-Escola, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e a distribuição de cestas básicas. Mas o grupo responsável pela proposta considera que não haverá conflito. ''O Fome Zero vem somar aos projetos sociais que já são desenvolvidos no município e facilitar a articulação entre eles'', explicou Lenir Cândido de Assis, gerente do Provopar.
Em 2002, a Prefeitura investiu R$ 13 milhões em programas sociais, ou 6% do orçamento. A idéia para o Fome Zero é expandir a abrangência desses projetos e angariar parceiros, que eram 15 até a reunião de ontem. ''Acreditamos que a discussão e o lançamento do projeto, que acontecerá em breve, devem chamar mais parceiros'', disse Lenir. A proposta de ontem deve ser aperfeiçoada em outras audiências, a serem realizadas nas próximas semanas.
Segundo dados da Secretaria de Assistência Social, cerca de 24 mil famílias vivem em Londrina com renda per capita até meio salário mínimo e poderiam ser atendidas pelo Fome Zero. Destas, 18 mil já recebem algum benefício social e 7 mil são consideradas miseráveis. ''Em junho, devemos começar com 2 mil cartões com o crédito de R$ 50 para a compra de alimentos. Ainda estamos decidindo que região será priorizada, mas já cogitamos bairros da zona norte'', explicou Maria Luiza Rizotti, secretária de Assistência Social.
Neste primeiro lote, descrito como emergencial, também serão distribuídas 500 cestas básicas. Até o final do mês, será criado um Comitê Municipal para coordenar o Fome Zero de Londrina, que contará com 12 representantes, quatro do poder público e oito da comunidade. ''Quando estivermos com tudo definido, iremos requisitar recursos aos governos federal e estadual'', disse a vereadora Márcia Lopes (PT).


