Curitiba - O Programa Pró-Atlântica foi dividido em três componentes, cada qual com seus objetivos. O primeiro deles é o mapeamento e monitoramento, cujo objetivo era a realização de mapeamento básico e temático digitais da área de abrangência do programa.
O segundo componente é a fiscalização das atividades potencialmente degradadoras na área de abrangência do programa e o controle, através do desenvolvimento de ações de ordem informativa, conscientizadora e repressora.
E o terceiro eixo de ação é a criação de quatro unidades de conservação na área do programa, produzindo e implementando seus planos de manejo e de gestão. As unidades de conservação contempladas pelo programa são o Parque Estadual de Lauráceas, a Estação Ecológica de Guaraguaçu, a Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar e a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba.
O programa abrange a área de preservação ambiental federal de Guaraqueçaba, e as áreas de preservação ambiental estaduais da Serra do Mar, do Rio Iraí, do Rio Pequeno, de Piraquara e de Guaratuba. O fim do convênio está previsto para junho deste ano, com possibilidade de ampliação por mais um ano, desde que o governo estadual dê a contrapartida necessária.
Para desenvolver esses eixos de ação, havia necessidade de aquisição de uma série de equipamentos, bem como da construção de várias estruturas, que já estão à disposição da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Instituto
Ambiental do Paraná e do Batalhão da Polícia Florestal (veja quadro).
Um dos parceiros no desenvolvimento do programa é a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que assumiu a co-gestão da Estação Ecológica de Guaraguaçu. O diretor executivo da SPVS, Clóvis Ricardo Borges, diz que o programa como um todo é um dos principais sustentáculos para a conservação da natureza no Litoral paranaense. ''A continuidade do Pró-Atlântica é uma medida de interesse público inquestionável'', considera.
Segundo ele, o custo-benefício do programa é muito bom para o Estado, especialmente porque o governo normalmente enfrenta dificuldades para captar recursos que venham a ser destinados aos fundos ambientais. ''Eu acredito que o governo alemão tem interesse não só em concluir essa etapa do programa, como de firmar novos convênios com o Paraná, que significariam mais recursos e mais preservação'', analisa.
(D.A.)

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