Vânia Moreira
O Programa de Arrendamento de Terras (Pater) de Umuarama concorre ao título de melhor projeto de administração pública no País, concedido pela Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Pater está entre os 30 projetos finalistas selecionados pela FGV.
Segundo o secretário municipal da Agricultura, Edson Bastos, técnicos da FGV virão à Umuarama conferir o programa ‘‘in loco’’. A seleção dos melhores projetos realizados por municípios brasileiros na área de gestão pública e cidadania é feita pela Fundação Getúlio Vargas em conjunto com a Fundação Ford.
Lançado em 1997, o Pater intermedia o arrendamento de pastagens para plantio de soja. A secretaria municipal de Agricultura busca sojicultores interessados em plantar no arenito e tenta convencer pecuaristas a ceder áreas de pastagens degradadas. Ao mesmo tempo que estimula a produção de grãos e a distribuição de renda, o programa promove a reforma de pastagens sem gastos para o pecuarista. A idéia já foi adotada por outros municípios do Noroeste do Estado.
No primeiro ano, o Pater conseguiu negociar o arrendamento de quase 25 mil hectares em 18 municípios da região. O resultado surpreendeu a prefeitura que tinha como meta arrendar cerca de mil hectares no primiero ano. A primeira safra de soja colheu cerca de 800 mil sacas e gerou um faturamento de aproximadamente R$ 10 milhões.
Este ano, a região de Umuarama plantou quase 50 mil hectares de soja, grande parte arrendados através do Pater. Os sojicultores colheram quase dois milhões de sacas. A maioria dos arrendatários são produtores do Oeste e Sudoeste do Estado que queriam aumentar as lavouras, mas não tinham terras disponíveis.
Para o prefeito Fernando Scanavaca (PPB), o grande mérito do Pater está em ser um projeto de baixo custo orçamentário, mas capaz de obter grandes resultados. O município apenas procura produtores interessados em plantar e proprietários interessados em arrendar e promove a negociação. ‘‘Os resultados, no entanto, estão modificando o perfil econômico da região’’, ressalta Scanavaca.

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