São Luís, 01 (AE) - O Programa Espacial Brasileiro estará colocando em órbita, nos próximos meses, o satélite SACI-2, para pesquisas de fenômenos atmosféricos, segundo Luiz Alberto de Almeida e Silva, chefe da Divisão de Operações do Centro de Lançamento de Alcântara. O satélite estará a bordo do Veículo Lançador de Satélite Segundo Vôo,o VLS-1 VO2.
A primeira tentativa de lançamento de satélite de uma base brasileira aconteceu em Alcântara, no Maranhão, em novembro de 1997. Devido a uma falha no sistema de propulsão, O VLS-1, que levava em sua ogiva o satélite de coleta de dados SCD-2A, foi destruído, por comando, 65 segundos após o lançamento. Cerca de R$ 10 milhões transformaram-se em fumaça. Os estilhaços caíram sobre o oceano Atlântico, a cerca de dois quilômetros da costa maranhense.
"Ainda não temos a programação inicial, mas a previsão é que o VLS-1 seja lançado ainda neste primeiro semestre", explica Almeida e Silva. O SACI-2 é um satélite científico desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),com custo de fabricação de R$ 10 milhões. "O SACI-2 será usado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Espaciais e da comunidade científica brasileira", adianta José Raimundo Coelho, técnico do INPE.
O Ministério da Aeronáutica deverá iniciar o ano 2000 com pelo menos cinco satélites em órbita. Atualmente, estão no espaço o SCD-1, satélite de coleta de dados em órbita desde 1993, e o SCD-2, em atividade desde o ano passado. Ambos foram lançados de bases norte-americanas, em foguetes Pegasus. O Centro Espacial de Taiwan, na China, será a base de lançamento, em julho, dos satélites CBERS 1 (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) e SACI-1.

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