Rio, 04 (AE) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou, hoje, contrato de apoio financeiro no valor de R$ 6,2 milhões com o Instituto Ayrton Senna para o projeto "Acelera Brasil", que desenvolve com 24 municípios uma parceria para acabar com a repetência e evasão escolar de crianças que estudam da 1ª a 4ª séries do primeiro grau. O projeto atenderá, em dois anos (1999/2000), 40 mil estudantes, que recebem aulas especiais, com material didático e metodologia específicos, e professores qualificados para esse tipo de trabalho.
Os recursos do BNDES vão custear a segunda etapa do projeto, iniciado em 1997 com financiamento de R$ 4,9 milhões da Petrobrás e do Ministério da Educação (MEC) e atendimento a cerca de 28 mil estudantes em dois anos. Todo projeto atenderá a 68 mil estudantes. As crianças que participam do programa podem até cursar, em um ano, mais do que um período letivo, recuperando de dois a três anos de repetência.
O objetivo do projeto é evitar, também, a evasão escolar, que em muitos casos, segundo a presidente do instituto, Viviane Senna, é provocada pelo fraco desempenho do estudante no decorrer do ano. Ela explicou que muitos alunos abandonam a classe porque não apresentam boas notas e são desestimulados em casa e na escola.
Viviane destacou que o universo de 68 mil estudantes atendidos no projeto "Acelera Brasil" ainda é muito pequeno diante do total de 33 milhões de crianças "sujeitas à má qualidade do ensino". Ela lembrou, por exemplo, que um terço dos estudantes repetem a 1ªsérie, o que leva a gastos de R$ 3 bilhões por ano com repetência no Brasil.
A presidente do Instituto Ayrton Senna explicou que o objetivo do programa é testar em larga escala uma nova metodologia de ensino que possa ser adotada pela política pública de ensino. Os resultados do projeto nos dois últimos anos, segundo Viviane, são de 100% de aprovação e correção do fluxo escolar em duas cidades, Virginópolis, em Minas Gerais, e Campo Bom, no Rio Grande do Sul. O trabalho do "Acelera Brasil" passa por uma auditoria externa e avaliação da Fundação Carlos Chagas.

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