Programa deve substituir 4 mil cubanos
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Natália Cancian<br>Folhapress 
Brasília - Apesar de o presidente Michel Temer ter sancionado uma lei que permite prorrogar a participação de médicos estrangeiros no Mais Médicos por mais três anos, parte desses profissionais deve começar a ser substituída nos próximos três meses. A tendência é que cerca de 4 mil médicos cubanos que vieram ao Brasil em 2013 e cujos contratos vencem este ano sejam substituídos.
Até então, o governo analisava uma possível renovação dos contratos desse grupo. Um acordo inicial para substituição desses médicos foi definido na última semana pelo Ministério da Saúde, representantes do governo cubano, como a vice-ministra da Saúde Marcia Cobas, e a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), responsável por intermediar a vinda dos profissionais. Na ocasião, segundo participantes da reunião, Cobas afirmou que os médicos precisavam retornar ao país por terem vínculos com o sistema de saúde cubano. Os novos profissionais do país devem chegar ao Brasil até dezembro.
A ideia, no entanto, é que haja exceções nessa troca: caso daqueles que se casaram com brasileiros durante seu período no Mais Médicos. Em julho, a Folha de S.Paulo mostrou que esses médicos têm buscado visto permanente para ficar no País, mas temiam não poder trabalhar por não terem o diploma revalidado. Agora, a ideia é que eles possam solicitar a prorrogação da participação no programa por mais três anos.


