O programa Bolsa-Família poderá utilizar até US$ 1 bilhão em empréstimos vindos do Banco Mundial. Esse valor representa metade dos US$ 2 bilhões que o organismo internacional tem disponível em linhas de crédito no Brasil para a área social, principalmente projetos de saúde e educação, nos próximos seis anos.
Segundo o vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, David Ferranti, que esteve no evento, o recurso deve contribuir principalmente com a assistência técnica do programa.
Ainda não há definição de como será o acordo. Provavelmente devem ser três empréstimos para o governo federal brasileiro, que também entrará com recursos da contrapartida.
Participando da cerimônia por meio de videoconferência, o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, fez elogios ao governo brasileiro e ao programa Bolsa-Família em um discurso improvisado.
Sem citar valores dos empréstimos, Wolfensohn, que estava em Washington (Estados Unidos), disse ser um privilégio participar do lançamento do Bolsa-Família, para o qual desejou ''um grande sucesso''.
A participação do presidente do Banco Mundial na solenidade havia sido divulgada no final de semana pelo Palácio do Planalto.
Segundo Wolfensohn, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo têm feito um bom trabalho pela justiça social no país. Para o presidente do banco, o Bolsa-Família pode ser no futuro um programa a ser adotado também em outros países da América e do mundo.
Ele citou ainda em seu discurso que era uma ''honra'' ser parceiro do governo brasileiro, oferecendo apoio técnico e financeiro.

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