Programa de TV é condenado a pagar US$ 25 mi por "negligência"
Washington, 07 (AE-ANSA) - Um dos mais populares programas da televisão dos Estados Unidos, o "Jenny Jones Show", foi condenado por "negligência" no caso de um convidado homossexual que foi assassinado pelo homem ao qual revelou, diante das câmeras, seus sentimentos.
Os produtores do programa deverão pagar US$ 25 milhões à família de Scott Amedure, o jovem gay assassinado. O caso, de 1955, desencadeou grandes polêmicas sobre a periculosidade de alguns espetáculos pouplares de televisão, onde casais ou pessoas solitárias fazem revelações de índole privada, verdadeiras ou falsas.
Esses programas, como no caso do "Jerry Springer Show", terminam quase sempre em briga.
A apresentadora Jenny Jones negou repetidamente qualquer responsabilidade sobre o ocorrido, contra a tese da acusação, segundo a qual "o show explora as emoções dos espectadores".
Jonathan Schitz, o assassino, ficou sabendo apenas durante o programa que a "mulher" misteriosa, que deveria revelar sua paixão a ele, tratava-se de um homem, Scott Amedure, de 32 anos.
Na gravação do programa, vê-se Schmitz cobrindo o rosto com as mãos depois de haver escutado as fantasias sexuais de Amedure com relação a ele.
Schmitz decidiu, então, "lavar sua honra" com sangue e três dias mais tarde matou Amedure a tiros. Ele foi considerado culpado pelo crime em 1996.





