Programa de emagrecimento inclui exercícios
Para emagrecer, Panther teria que fazer refeições leves e praticar exercícios físicos. Recomendações mais que conhecidas por qualquer humano e nem sempre fáceis de seguir. Mas no caso do cachorro de seis anos, mistura de Labrador com raça desconhecida, a prática é quase impossível. Principalmente porque ele não se importa nem um pouco com sua estética.
A dona de Panther, Beatriz Alves Ferreira, 45 anos, confirma a dificuldade e quase não acreditou quando soube que seu cachorro estava obeso. ''Não imaginava, levei um susto, achava que era coisa só de humano'', ressalta.
Sem poder sair para passear, porque segundo a dona, ''pega carrapato fácil'', e acostumado com guloseimas, Panther até emagreceu uma vez, quando ficou doente, mas voltou a engordar. ''Ele não aceita ração light, ficava 'morto de fome', olhando para todo mundo, e pede todas as tardes o pão dele'', conta Beatriz. Além disso, ele também tem no cardápio macarrão, arroz e carne.
Não é difícil identificar um cachorro obeso. Segundo a médica veterinária Suely Nunes Esteves Beloni, da UEL, quando um cão está ''redondo'', está gordo. ''Quando ele perde o acinturamento entre a costela e a barriga, e quando não se consegue mais diferenciar suas costelas, é sinal de obesidade. No caso dos gatos, há uma volume bem macio na região do abdome'', aponta.
Suely confirma que um programa de emagrecimento para animais é muito mais difícil de ser seguido que para humanos. ''É muito mais complicado porque é preciso educar todas as pessoas que convivem com o animal e porque o relacionamento está muito ligado à alimentação. Quem resiste àquele 'olhar de pedinte' do animal de estimação?'', considera.
No entanto, dar restos de comida ao bicho, prática comum, não é um hábito saudável, segundo a veterinária. ''Os restos que vão para o cachorro é que engordam. Tem gente que acha que só a ração é insuficiente, mas pagar mais caro por uma ração de qualidade compensa. Enquanto o dono continuar oferecendo a comida caseira, que tem cheiros diferentes, o cão não vai aceitar a ração'', explica.
A obesidade pode causar problemas de pele, por causa do excesso de dobras, problemas articulares (sobrecarga nas articulações) e respiratórios. ''Cães de pequeno porte que tem tendência maior para ter colapso de traquéia, tem a doença agravada por causa da obesidade'', ensina Suely. ''Em raças como o teckel ou dachshund (tipo 'salsichinha'), já há predisposição para problemas na coluna, mas principalmente os 'gordinhos' tem sobrecarga na região lombar'', explica a veterinária Martha de Domenico Oehlmeyer.(C.P.)





