Mais de 220 assentados e sem-terra participam desde ontem no anfiteatro Ney Marques da Universidade Estadual de Maringá (UEM) do seminário ‘‘Educação na Reforma Agrária’’. O evento comemora um ano do Programa Nacional de Educação em Assentamentos na Reforma Agrária (Pronera) desenvolvido por professores e acadêmicos da UEM que durante este período alfabetizou mais de 900 pessoas. Na abertura do seminário, os participantes fizeram um minuto de silêncio pela morte do assentado Sebastião Maia, enterrado ontem em Querência do Norte, no Noroeste do Estado.
Para desenvolver o programa, os professores e acadêmicos formam grupos de alfabetizadores que atuam nos assentamentos da região Noroeste. Durante o seminários, os participantes trocam idéias e informações através de relatos e testemunhos da realidade vivida por cada grupo. Estão programadas também, até sexta-feira no encerramento do evento, mesa-redonda e cursos sobre alternativas da agropecuária nos assentamentos.
Conforme a professora Kiyomi Hirose, do Departamento de Teoria e Prática da Educação (DTP), coordenadora pedagógica do Pronera, um dos resultados mais positivos da alfabetização é o interesse dos assentados em prosseguir nos estudos. Outro resultado do programa foi a produção de nove livros, organizados por Jorge Guerra Vilallobos, que reúne material científico-pedagógico sobre história, meio ambiente, educação, geografia e saúde nos assentamentos. Ao todo foram impressos 5,4 mil exemplares para serem distribuídos aos assentados.
Após o seminário, os coordenadores do Pronera deveriam se reunir para obter apoio para mais um ano de realização do programa. Além da UEM, o programa se mantém através de convênio com o Incra, a Fundação de Desenvolvimento Científico (Fadec) e MST.

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