Curitiba - O Ministério da Educação e Cultura (MEC) e a Secretaria Nacional Antidrogas pretendem capacitar cerca de 5 mil professores da rede pública de ensino para trabalhar a questão da prevenção ao uso de drogas com alunos da educação básica em 2004. De acordo com o secretário nacional Antidrogas, general Paulo Roberto Uchôa, o objetivo é oferecer informações precisas sobre o que são e como agem as drogas, para que a criança e o adolescente tenham instrumentos de defesa no seu dia-a-dia, na família, na escola, no lazer e em outras atividades de que participa. ''Esta é uma meta do plano nacional, e que portanto será aplicada no país inteiro'', disse o secretário.
O programa piloto terá 40 horas de duração, das quais dez horas serão divididas em 20 aulas de 30 minutos cada, transmitidas pela TV Escola do Ministério da Educação. Os professores terão outras 30 horas de estudo individual ou coletivo, com materiais impressos que serão distribuídos pelos parceiros. Segundo o secretário, a TV Escola já prepara o conteúdo e a metodologia que deverão ser testados no programa-piloto, a partir de fevereiro de 2004, com professores de todas as regiões do País.
A secretaria pretende também capacitar todos os conselheiros e integrantes de Comissões Internas de Prevenção a Acidentes (CIPA). ''Todas estas metas já estão em andamento'', disse Uchôa.
A criação do Conselho Municipal Antidrogas, cujo autor do projeto de lei é o vereador André passos (PT), seria uma ponte para a viabilização das metas da secretaria. ''A criação do Fórum Municipal no Combate às Drogas já é um grande passo. Mas é extremamente necessária a criação do conselho'', disse o vereador. Segundo André Passos, a região Sul do país supera a média nacional do consumo de tabaco, maconha, álcool e cocaína. A média nacional de consumo de tabaco é de 41,1%, e a média da Região Sul é de 44,1%. As médias nacionais para o consumo de álcool, maconha e cocaína são de 68%, 8,6% e 2%, respectivamente. A região supera o consumo com índices de 69,8%, 9% e 3,6%, respectivamente.
Para o secretário, a prevenção é a melhor política para se combater o avanço das drogas no país e para diminuir os gastos com os tratamentos de dependentes químicos e operações de repressão. O secretário também defende uma legislação mais rigorosa para propagandas e para a venda de bebidas alcoólicas. Esse número assusta o Ministério da Saúde, que deve enviar, dentro de um mês, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proposta de reformulação da legislação que regula a propaganda de bebidas alcoólicas nas emissoras de rádio e de televisão.
O Ministério da Saúde também vai investir na reabilitação dos usuários criando centros de reabilitação em municípios com mais de 200 mil habitantes.

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