Programa amplia repasse do Bolsa Família
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Aline Vilalva <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Tirar da miséria absoluta todas as famílias brasileiras que tenham crianças com até 6 anos de idade. Esta é a meta do programa Brasil Carinhoso, lançado ontem, no Palácio do Planalto, pela presidente Dilma Rousseff. A iniciativa, que integra o Plano Brasil Sem Miséria, é estruturada em três eixos e articula políticas de transferência de renda, saúde e educação voltadas à primeira infância. O programa prevê investimentos de R$ 10 bilhões até 2014.
A principal medida será a ampliação de recursos do Programa Bolsa Família para garantir renda mensal mínima de R$ 70 para cada pessoa das famílias que têm pelo menos uma criança de até 6 anos. A complementação, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), deve beneficiar de imediato pelo menos 2 milhões de lares e 2,7 milhões de crianças. Os recursos começam a ser pagos em junho no cartão do programa de transferência de renda do governo federal.
O professor de Sociologia Jurídica da Unopar, João Bastista Filho, não vê com bons olhos a ampliação. Para ele, o programa ''é sério, mas se perde no caminho diante da falta de perspectiva porque não incentiva a população a fazer a sua parte''. ''Dessa forma, funciona como uma esmola e esse tipo de ajuda degrada ou vicia quem recebe'', argumentou. ''Muitas pessoas não querem mais se envolver e trabalhar para completar a dinâmica do Bolsa Família. Se continuarmos assim, daqui a pouco teremos milhões de pessoas penduradas no governo'', prevê.
Saúde e Educação
Na área de saúde, o Brasil Carinhoso vai estender o Programa Saúde na Escola às creches e pré-escolas e expandir a distribuição de sulfato ferroso e vitamina A para crianças na primeira infância. O governo também vai passar a distribuir gratuitamente, por meio da rede Aqui tem Farmácia Popular, medicamentos para tratar asma em crianças.
A ação também prevê a construção de 1.512 creches e a ampliação em 66% dos recursos destinados à merenda escolar da educação infantil. O governo vai adiantar os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinados às prefeituras para estimular a abertura de novas vagas e para cada criança do Bolsa Família matriculada na creche ou pré-escola, as prefeituras receberão uma complementação anual de R$ 1.362.
Em Londrina, o número de creches também deve ser ampliado. O prefeito Barbosa Neto (PDT) assinou ontem, em Brasília, com o Ministério da Educação, os termos de compromisso para construção de nove Centros Municipais de Educação Infantil ''Supercreches'' do programa Pró-Infância/PAC 2, do governo federal. Os investimentos somam R$ 16 milhões e vão assegurar mais 1.320 vagas.(Com Agência Brasil)


