A artista plástica Adyney Durães Pimenta dos Santos organiza chás beneficentes com bingo e tem no jogo dos números uma de suas maiores paixões e exemplo de sorte. Seu histórico no mundo das pedras é marcado por muitas premiações. Viagens, joias, TVs, eletrodomésticos, móveis e até um carro zero km. ''Das TVs que tenho em casa, apenas uma foi comprada, as outras todas ganhei jogando e ainda tenho uma guardada'', conta.
Para ela, o motivo de tantas vitórias vem da falta de preocupação em ganhar. ''O principal do bingo é ir para ajudar alguém, então a pessoa não pode e nem deve esperar nada em troca. E quanto menos você espera, mais o retorno vem'', diz.
Ela relembra que a cartela que lhe rendeu o carro, um Corsa zero km, em 1995, foi a última da noite. ''Ninguém quis a 'coitada', um vizinho de mesa a rejeitou por não conter os números 10 e 22. Então meu marido disse: 'me dá essa cartela. Minha mulher, que tem sorte, vai marcar'. Eu já estava jogando com outras quando essa chegou. Comecei a marcar e rapidamente ela foi se enchendo, quando percebi já estava pronta para bater''.
E a pedra vencedora foi o raso 60. ''Me trouxeram um champanhe para comemorar. Nem senti o gosto, de tão nervosa que eu estava.'' E o prêmio já havia sido desejado por Adyney, que passava na frente do carro e dizia: 'esse vai ser meu'.
Além de jogar, ela também organiza e canta os bingos beneficentes. ''Faço com prazer, para ajudar, quando vou para jogar não me importa perder ou ganhar. Eu pulo, grito e me divirto''. E a sorte acaba vindo. ''É muito difícil eu perder na pedra maior''. (K.A.)

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