Profissional aponta os riscos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Isabela Mena<br>Agência Estado 
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e presidente da Sociedade Brasileira de Laser, o cirurgião plástico Charles Yamaguchi aponta para os riscos da lipoaspiração. ''As complicações graves, que colocam a vida do paciente em risco, podem ser de origem anestésica, metabólica ou por embolia pulmonar. A anestesia local é para pequenas áreas. Se o nível de segurança é ultrapassado, o paciente pode ter intoxicação e parada cardíaca'', explica.
Na sedação e na anestesia peridural também pode ocorrer depressão respiratória (parada cardíaca). ''O paciente tem de estar ligado ao oxímetro, que mede a oxigenação.''
A embolia pode ser causada por um coágulo sanguíneo (que sobe da perna até o coração e atinge o pulmão, entupindo a artéria pulmonar), ou gorduroso (um fragmento de gordura que entra dentro dos vasos e chega ao pulmão). ''Isso acontece porque nos pulmões há estreitamento dos vasos.''
As alterações metabólicas acontecem ou por excesso de líquido injetado no paciente, que leva à insuficiência cardíaca, ou por perda de sangue, que leva à anemia aguda e à falta de oxigenação. ''Somente 3 em cada mil cirurgias de lipoaspiração têm algum tipo de complicação grave'', lembra Yamaguchi. ''Mas todo o cuidado é pouco na hora de escolher o cirurgião.''


