Profissionais querem redução da jornada
Curitiba- Motoristas de todo País participaram, na última quinta-feira, de uma audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público na Câmara Federal. O objetivo foi discutir formas de unificar os vários projetos de lei existentes em Brasília e regulamentar a jornada de seis horas diárias e de 36 horas semanais para cobradores e motoristas do transporte coletivo urbano, intermunicipal e interestadual.
Para a deputada federal Dra. Clair da Flora Martins (PT/PR), que presidiu a audiência, além dessas razões, outro fator que pode contribuir para a aprovação do projeto é o custo que dos acidentes para o Estado. ''Evitaríamos um grande prejuízo causado ao INSS em virtude do auxílio-doença concedido para os trabalhadores que têm problemas de saúde causados pela carga horária e o estresse da profissão'', diz. Ficou marcada para o dia 24 deste mês uma nova reunião do setor para definir estratégias para a aprovação do projeto na Câmara.
Na Asembléia Legislativa, representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) e dos servidores estaduais da área de saúde (Sindisaúde) também participaram de uma audiência pública para debater a regulamentação da jornada de 30 horas para a categoria. No Congresso Nacional já tramitam projetos de iniciativa de diferentes parlamentares propondo a jornada de 30 horas semanais.
No Paraná, a Assembléia Legislativa aprovou um projeto de autoria do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) estabelecendo a carga horária de 30 horas, mas a lei foi vetada pelo governo do Estado. A Assembléia voltou atrás e manteve o veto.
A intenção, segundo Veneri, que presidiu a audiência, é reapresentar o projeto, mas antes garantir sua aprovação também no Executivo. Segundo Elaine Rodela, do Sindisaúde, alguns municípios, como Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, Cascavel, Londrina e a Capital já estabeleceram a jornada de seis horas. No Estado, na prática, a categoria também já cumpre essa jornada, mas o horário não está regulamentado. ''Queremos um projeto único para todas as categorias da área para regulamentar o assunto de uma vez por todas'', diz.(M.G.)





