Para lidar com a iminência da morte os profissionais da saúde precisam de equilíbrio emocional, concentração e aptidão para a área. No caso de tratamentos intensivos, o preparo deve ser ainda maior. Apesar do índice de sobrevivência em UTIs ser significativo, a morte é uma rotina quase que diária. Por mês, passam pelo setor 60 pessoas, das quais 15 vão a óbito. Isto significaria, em média, uma morte a cada dois dias.
A psicóloga Sheila Taba diz que a ciência hoje busca a humanização, a solidariedade e a compreensão entre as pessoas que trabalham no setor. ''Conviver com a morte não é tarefa fácil. Por isso, buscamos a humanização do atendimento, a união e a compreensão, que juntamente com a ciência, aumentam as chances de melhora do paciente''.
A enfermeira Paula Soares, 24 anos, trabalha na UTI 6 horas por dia. ''Monitoramos o paciente de hora em hora e tudo é detalhadamente anotado. O mais difícil é saber que a ciência e nós temos limites e nem sempre vencemos. Há sempre uma frustração em não conseguir salvar uma vida, apesar de todo o aparato que temos''.(M.V.)

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