Curitiba- Apesar de estarem entre as principais vítimas da tuberculose, as profissionais do sexo desconhecem métodos de prevenção e sintomas da tuberculose. A acompanhante de executivos, Sibele Prestes de Oliveira, de 23 anos, mora na Vila das Torres. Apesar de receber visitas de agentes de saúde, ela admite a falta de informação. ''A maioria do povo é mal informado. Se tem formas de prevenir, eu não sei. Nem sei se tem gente infectado com a tuberculose na minha vila'', disse ela.
Sandra Pereira, de 45 anos, também não sabe as formas de transmissão da doença. ''Não entendo muito sobre o assunto. Nunca ninguém me procurou para falar disto''. Sandra trabalha há seis anos como acompanhante. Ela já foi cabeleireira e vendedora.
A Regional do Pinheirinho é uma das que mais detectam casos de tuberculose em Curitiba. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, foram detectados 525 novos casos em Curitiba em 2001 (média de 31,77 por 100 mil habitantes). ''O controle da doença está ligado à divulgação dos sintomas e dos problemas que a tuberculose pode trazer ao indivíduo, inclusive a morte, se não for tratada. A comunicação é fundamental'', disse o coordenador do Núcleo de Comunicação da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde.
Estimativas do Ministério da Saúde demonstram que um terço da população brasileira está infectada com o bacilo da tuberculose. A maioria não desenvolve a doença. Muitos acabam nem sabendo que estão infectados e ficam doentes quando o organismo enfrenta baixas de imunidade. Foi o que aconteceu recentemente com presos da Delegacia de Paranaguá, no litoral paranaense. Um dos detentos desenvolveu a doença e acabou contaminando quase toda a delegacia devido à péssima ventilação e das condições desumanas em que os presos viviam.
A situação foi descoberta no início deste ano pela Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, que chegou a pedir a interdição da cadeia, que tinha espaço para 20 presos e abrigava 198.(L.P.)

mockup