A Universidade John Hopkins (EUA) realizará cursos de aperfeiçoamento de profissionais de saúde brasileiros para o atendimento a doentes de Aids no setor público. O acordo está sendo fechado entre a instituição e a Coordenação do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids do Ministério da Saúde. Pelo menos 120 técnicos de todo o País realizarão o curso nos próximos quatro anos, atualizando informações e aprendendo métodos de tratamento.
A idéia é fortalecer tecnicamente os procedimentos adotados no Brasil para diagnóstico e terapia, de acordo com o coordenador do programa no Ministério da Saúde, Pedro Chequer. ‘‘Estaremos tendo acesso a métodos e avanços científicos mais modernos’’, diz ele. Serão enviados aos Estados Unidos principalmente médicos e enfermeiros. ‘‘Vamos ter informações de como se trata um paciente de Aids no Primeiro Mundo’’, afirmou Chequer.
O Brasil é um dos poucos países onde os doentes recebem gratuitamente os remédios por intermédio do serviços público de saúde, com recursos do Tesouro Nacional. Além de hospitais e unidades de saude, existem mais de 60 Serviços de Assistência destinados a prestar atendimento ambulatorial especializado.
O País atende, hoje, cerca de 60 mil pacientes de Aids. Pedro Chequer está certo de que a possibilidade de um curso de reciclagem também serve de estímulo importante para os profissionais.
De acordo com Chequer, a universidade John Hopkins é a mais conceituada instituição norte-americana em saúde pública e aids, epidemiologia e assistência.
Além de oferecer o curso a técnicos brasileiros, a universidade acompanhará em conjunto com o Ministério da Saúde a aplicação, na prática, dos conhecimento adquiridos. Serão enviados grupos de 30 profissionais para cursos com duração de até quatro semanas. A expectativa é de que o primeiro grupo inicie o aperfeiçoamento ainda este ano.
O acordo em negociação prevê também a instituição de mecanismos para que o ministério tenha acesso, via internet, à informações atualizadas sobre o trabalho da instituição. ‘‘Queremos promover vídeo-conferências e sessões especiais para nosso profissionais, de forma a garantir uma atualização permanente com o apoio da universidade’’, adianta Chequer.

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